Mais uma entrevista a uma estudante universitária, a Ruth Nobre Silva, que estuda Biologia na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Sentiste-te desorientado(a) no processo de ingresso no ensino superior?
Bastante
Sentiste falta de um acompanhamento e apoio para lidar com toda a informação recebida?
Sim
Que dificuldades concretas tiveste ao longo do processo de candidatura?
A escolha do curso é a decisão mais difícil. O acesso a informação é fácil, mas a informação disponível é "vaga". O que realmente é necessário, e apercebi-me que não fui a única a sentir isso, é informação estatística sobre as necessidades do mercado de trabalho e protocolos existentes entre as entidades empregadoras e as universidades. A escolha é muitas vezes feita com base em opiniões gerais não fundamentadas.
Foram, apesar de tudo, muitas as vezes em que ouvimos "a situação do mercado de trabalho é muito instável". Mas gostaríamos de saber mais sobre a situação actual, previsões futuras a nível de investimentos governamentais. A ideia que se tem de alguns cursos é que, findos os mesmos, o desemprego é quase certo. Os estudantes de 12º ano procuram respostas às perguntas: "terei vocação para este curso", "este curso habilitar-me-á a ser um profissional em que área?", "o que é que o mercado de trabalho precisa?", "quais são as previsões de saída profissional do curso". Quanto à candidatura, tive algumas dificuldades a nível da realização de pré-requisitos, porque segundo o que nos tinha sido informado havia uma data para inscrição e uma data para realização dos mesmos. O que não nos tinha sido informado é que estas datas não eram necessárias para as provas A e B por exemplo, o que acarretou alguns problemas uma vez que ninguém nos sabia informar exactamente. Guiamo-nos por antigos alunos de 12º ano que já tinham feito candidaturas em anos anteriores.
Achas importante a realização de um dia de apoio ao ingresso no ensino superior? Se sim, porquê?
Acho que a iniciativa é fundamental, porque penso que é verificável uma lacuna de acompanhamento no espaço de transição entre o 12º ano e o ensino superior, numa das alturas em que determinados esclarecimentos são fundamentais. Isto leva a que muitos alunos se sintam "perdidos" e desorientados.
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quinta-feira, 26 de março de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
Entrevistas aos universitários 8
Entrevista à Sónia Silva, que estuda Línguas, Literaturas e Culturas - Vertente de Línguas Modernas, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Sentiste-te desorientada no processo de ingresso no ensino superior?
Sim
Sentiste falta de um acompanhamento e apoio para lidar com toda a informação recebida?
Sim
Que dificuldades concretas tiveste ao longo do processo de candidatura?
Dificuldades em encontrar informações devido à falta de acompanhamento no secundário. Não sabia como me poderia candidatar nem onde, nem que documentos iriam ser necessários.
Achas importante a realização de um dia de apoio ao ingresso no ensino superior? Se sim, porquê?
Definitivamente sim, porque no meu caso se eu não tivesse a ajuda de uma pessoa que já estivesse na faculdade e já tivesse passado por todo aquele processo, eu não iria saber onde ir nem como encontrar informações. No secundário não sabem informar os alunos, por isso acho bastante necessário e importante a realização de um dia de apoio para esclarecer dúvidas e dar informações mais pormenorizadas.
Sentiste-te desorientada no processo de ingresso no ensino superior?
Sim
Sentiste falta de um acompanhamento e apoio para lidar com toda a informação recebida?
Sim
Que dificuldades concretas tiveste ao longo do processo de candidatura?
Dificuldades em encontrar informações devido à falta de acompanhamento no secundário. Não sabia como me poderia candidatar nem onde, nem que documentos iriam ser necessários.
Achas importante a realização de um dia de apoio ao ingresso no ensino superior? Se sim, porquê?
Definitivamente sim, porque no meu caso se eu não tivesse a ajuda de uma pessoa que já estivesse na faculdade e já tivesse passado por todo aquele processo, eu não iria saber onde ir nem como encontrar informações. No secundário não sabem informar os alunos, por isso acho bastante necessário e importante a realização de um dia de apoio para esclarecer dúvidas e dar informações mais pormenorizadas.
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sexta-feira, 13 de março de 2009
Entrevistas aos universitários 7
Sai a entrevista a Tiago Cabaço, que estuda Psicologia na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa.
Sentiste-te desorientado no processo de ingresso no
Ensino Superior?
Um pouco, não no próprio processo burocrático mas sim na escolha de opções.
Sentiste falta de um acompanhamento e apoio para lidar com toda a informação que recebeste?
Pessoalmente não, mas tive colegas meus que tiveram bastante indecisos sobre as escolhas a fazer e até mesmo sobre o que fazer.
Que dificuldades concretas tiveste ao longo do processo de candidatura?
Pessoalmente, a maior dificuldade que tive foi depois de saber que não tinha vagas para a entrar na Universidade que queria, ter que escolher alternativas, aquela coisa se vou para uma Universidade Privada para ficar perto de casa ou se me candidato a uma Universidade Pública longe. Felizmente consegui entrar na minha primeira opção.
Achas importante a realização de um Dia de Apoio ao ingresso no Ensino Superior? Porquê?
Sim, penso que seria importante para os alunos se sentirem menos "desapoiados" e "desorganizados", pois existem tantos cursos, tantas Universidades, que muitas vezes o processo de escolha pode-se tornar complicado. Também penso que seria motivador para as pessoas que são crentes e que não têm nada parecido com o GBU nas escolas secundárias. Saberem que vão ter a possibilidade de participar e de estarem integrados num grupo de pessoas com as mesmas lutas e dificuldades e, acima de tudo, com as mesmas crenças que eles, é muito motivador, pelo menos no meu caso foi.
Sentiste-te desorientado no processo de ingresso no
Ensino Superior? Um pouco, não no próprio processo burocrático mas sim na escolha de opções.
Sentiste falta de um acompanhamento e apoio para lidar com toda a informação que recebeste?
Pessoalmente não, mas tive colegas meus que tiveram bastante indecisos sobre as escolhas a fazer e até mesmo sobre o que fazer.
Que dificuldades concretas tiveste ao longo do processo de candidatura?
Pessoalmente, a maior dificuldade que tive foi depois de saber que não tinha vagas para a entrar na Universidade que queria, ter que escolher alternativas, aquela coisa se vou para uma Universidade Privada para ficar perto de casa ou se me candidato a uma Universidade Pública longe. Felizmente consegui entrar na minha primeira opção.
Achas importante a realização de um Dia de Apoio ao ingresso no Ensino Superior? Porquê?
Sim, penso que seria importante para os alunos se sentirem menos "desapoiados" e "desorganizados", pois existem tantos cursos, tantas Universidades, que muitas vezes o processo de escolha pode-se tornar complicado. Também penso que seria motivador para as pessoas que são crentes e que não têm nada parecido com o GBU nas escolas secundárias. Saberem que vão ter a possibilidade de participar e de estarem integrados num grupo de pessoas com as mesmas lutas e dificuldades e, acima de tudo, com as mesmas crenças que eles, é muito motivador, pelo menos no meu caso foi.
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segunda-feira, 9 de março de 2009
Entrevistas aos universitários 6
Esta é a entrevista a Sónia Neves, estudante de Animação Socioeducativa, da Escola Superior de Educação de Coimbra. Não nos agraciou com uma fotografia sua.
Sentiste-te desorientada no processo de ingresso no ensino superior?
Bem, no início sim. Bastante desorientada, pois pertenci a uma turma que não tinha os mesmos objectivos do que eu, prosseguir os estudos.
Sentiste falta de um acompanhamento e apoio para lidar com toda a informação recebida?
Graças a Deus, tive uma professora que me acompanhou. Mas devido a algumas circunstâncias, na altura, havia controvérsias e foi complicado perceber o caminho certo para prosseguir sem dúvidas.
Que dificuldades concretas tiveste ao longo do processo de candidatura?
Tive dificuldade em preencher a própria candidatura.Tive dificuldade em saber os locais onde me dirigir.Tive dificuldade em decidir os locais que colocar, pois não conhecia nada.
Achas importante a realização de um dia de apoio ao ingresso no ensino superior? Se sim, porquê?
Sim. Acho que seria uma mais-valia, pois apesar de haver muita informação, às vezes, há contradições, que os próprios serviços não esclarecem. Logo, havendo um dia em que os futuros estudantes universitários pudessem ter acesso a toda a informação necessária poderia evitar erros ou enganos irremediáveis. Também sou da opinião que mais do que ajudar ao ingresso prático do acesso ao ensino superior, é elucidar os alunos para os cursos que pretendem escolher, porque, por vezes, depois não correspondem às suas expectativas.
Sentiste-te desorientada no processo de ingresso no ensino superior?
Bem, no início sim. Bastante desorientada, pois pertenci a uma turma que não tinha os mesmos objectivos do que eu, prosseguir os estudos.
Sentiste falta de um acompanhamento e apoio para lidar com toda a informação recebida?
Graças a Deus, tive uma professora que me acompanhou. Mas devido a algumas circunstâncias, na altura, havia controvérsias e foi complicado perceber o caminho certo para prosseguir sem dúvidas.
Que dificuldades concretas tiveste ao longo do processo de candidatura?
Tive dificuldade em preencher a própria candidatura.Tive dificuldade em saber os locais onde me dirigir.Tive dificuldade em decidir os locais que colocar, pois não conhecia nada.
Achas importante a realização de um dia de apoio ao ingresso no ensino superior? Se sim, porquê?
Sim. Acho que seria uma mais-valia, pois apesar de haver muita informação, às vezes, há contradições, que os próprios serviços não esclarecem. Logo, havendo um dia em que os futuros estudantes universitários pudessem ter acesso a toda a informação necessária poderia evitar erros ou enganos irremediáveis. Também sou da opinião que mais do que ajudar ao ingresso prático do acesso ao ensino superior, é elucidar os alunos para os cursos que pretendem escolher, porque, por vezes, depois não correspondem às suas expectativas.
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quinta-feira, 5 de março de 2009
Entrevistas aos universitários 5
Entrevista Rui Campos, estudante de Engenharia Informática no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra. Encontra-se fardado e em acção.
Sentiste-te desorientado no processo de ingresso no ensino superior?
De certa forma fiquei, porque desconhecia quase por completo este novo "mundo". Apesar de a minha irmã já ter entrado para a faculdade um ano antes, eu não tinha a real percepção do que é o ensino superior, o que inclui morar numa cidade longe de casa e sem todas as comodidade a que estava habituado.
Sentiste falta de um acompanhamento e apoio para lidar com toda a informação recebida?
Sim claro, o primeiro mês é o pior que é o período necessário para nos habituarmos a tudo, aos novos hábitos de vida, aulas, nova metodologia de ensino. É estranho chegar a casa e não ver os pais e irmãos, ao fim de contas foram 18 anos a viver assim e como não estava habituado custou no início.
Que dificuldades concretas tiveste ao longo do processo de candidatura?
No processo de candidatura a principal dificuldade é a escolha do curso em concreto e depois disso o local para onde queremos estudar. No meu caso o curso já estava definido, porém não era em Coimbra que inicialmente queria estudar, mas sinceramente ainda bem que para aqui vim, porque é uma cidade fantástica e em Portugal este é a cidade para se "crescer".
Achas importante a realização de um dia de apoio ao ingresso no ensino superior? Se sim, porquê?
Sim, porque seria a oportunidade de mostrar aos candidatos ao ensino superior como realmente é este "mundo" e preveni-los de certa forma para tal.
Sentiste-te desorientado no processo de ingresso no ensino superior?
De certa forma fiquei, porque desconhecia quase por completo este novo "mundo". Apesar de a minha irmã já ter entrado para a faculdade um ano antes, eu não tinha a real percepção do que é o ensino superior, o que inclui morar numa cidade longe de casa e sem todas as comodidade a que estava habituado.
Sentiste falta de um acompanhamento e apoio para lidar com toda a informação recebida?
Sim claro, o primeiro mês é o pior que é o período necessário para nos habituarmos a tudo, aos novos hábitos de vida, aulas, nova metodologia de ensino. É estranho chegar a casa e não ver os pais e irmãos, ao fim de contas foram 18 anos a viver assim e como não estava habituado custou no início.
Que dificuldades concretas tiveste ao longo do processo de candidatura?
No processo de candidatura a principal dificuldade é a escolha do curso em concreto e depois disso o local para onde queremos estudar. No meu caso o curso já estava definido, porém não era em Coimbra que inicialmente queria estudar, mas sinceramente ainda bem que para aqui vim, porque é uma cidade fantástica e em Portugal este é a cidade para se "crescer".
Achas importante a realização de um dia de apoio ao ingresso no ensino superior? Se sim, porquê?
Sim, porque seria a oportunidade de mostrar aos candidatos ao ensino superior como realmente é este "mundo" e preveni-los de certa forma para tal.
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segunda-feira, 2 de março de 2009
Entrevistas aos universitários 4
Cá está mais uma entrevista a uma estudante universitária, a Débora Araújo. Ela estuda Informação e Animação Turística, da Escola Superior de Hotelaria, Gestão e Turismo da Universidade do Algarve.
Sentiste-te desorientado no processo de ingresso no Ensino Superior?
Sim.
Sentiste falta de um acompanhamento e apoio para lidar
com toda a informação que recebeste?
Não.
Que dificuldades concretas tiveste ao longo do processo de candidatura?
Dificuldade em saber o que escolher.
Achas importante a realização de um Dia de Apoio ao ingresso no Ensino Superior? Porquê?
Acho que sim. Porque, pelo menos eu, apesar de ser maior de idade, não sei tomar decisões seguras e tenho muito medo de arriscar e falhar no meu futuro. Por isso acho importante que se realize esse dia, para que os jovens não cometam erros entrando nos cursos errados e que consigam entrar nos cursos de acordo com a vontade de Deus.
Sentiste-te desorientado no processo de ingresso no Ensino Superior?
Sim.
Sentiste falta de um acompanhamento e apoio para lidar
com toda a informação que recebeste?Não.
Que dificuldades concretas tiveste ao longo do processo de candidatura?
Dificuldade em saber o que escolher.
Achas importante a realização de um Dia de Apoio ao ingresso no Ensino Superior? Porquê?
Acho que sim. Porque, pelo menos eu, apesar de ser maior de idade, não sei tomar decisões seguras e tenho muito medo de arriscar e falhar no meu futuro. Por isso acho importante que se realize esse dia, para que os jovens não cometam erros entrando nos cursos errados e que consigam entrar nos cursos de acordo com a vontade de Deus.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Entrevistas aos universitários 3
Eis a entrevista ao Filipe Franco, o primeiro universitário que aqui aparece sem óculos de sol. Estuda Engenharia dos Materiais na Universidade de Aveiro.
Sentiste-te desorientado no processo de ingresso no Ensino Superior?
Não
Sentiste falta de um acompanhamento e apoio para lidar com toda a informação que recebeste?
Graças a Deus, tive apoio da minha família, o que facilitou bastante as coisas.
Que dificuldades concretas tiveste ao longo do processo de candidatura?
Preencher os impressos colocou bastante pressão sobre mim, pois se pusesse dados errados ou um número errado podia meter o meu futuro académico em risco (para além de perder 12 euros.)
Achas importante a realização de um Dia de Apoio ao ingresso no Ensino Superior? Porquê?
Acho, porque os futuros caloiros têm um primeiro contacto quer com o GBU, quer com as pessoas que fazem parte dele, quer também para conhecerem outros caloiros, alguém com quem partilhar os mesmos sonhos e problemas. Também é bom, para perceberem que existem pessoas que lhes vão dar apoio e que também já passaram pelo mesmo processo.
Sentiste-te desorientado no processo de ingresso no Ensino Superior?
Não
Sentiste falta de um acompanhamento e apoio para lidar com toda a informação que recebeste?
Graças a Deus, tive apoio da minha família, o que facilitou bastante as coisas.
Que dificuldades concretas tiveste ao longo do processo de candidatura?
Preencher os impressos colocou bastante pressão sobre mim, pois se pusesse dados errados ou um número errado podia meter o meu futuro académico em risco (para além de perder 12 euros.)
Achas importante a realização de um Dia de Apoio ao ingresso no Ensino Superior? Porquê?Acho, porque os futuros caloiros têm um primeiro contacto quer com o GBU, quer com as pessoas que fazem parte dele, quer também para conhecerem outros caloiros, alguém com quem partilhar os mesmos sonhos e problemas. Também é bom, para perceberem que existem pessoas que lhes vão dar apoio e que também já passaram pelo mesmo processo.
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Entrevistas aos universitários 2
Esta é a entrevista à Priscila Teixeira, que estuda Economia na Faculdade de Economia, da Universidade Nova de Lisboa. Os óculos de sol avantajados parecem ser uma inevitabilidade nos estudantes universitários.
Sentiste-te desorientada no processo de ingresso no Ensino Superior?
Como à partida já sabia o curso que queria, o que levou mais tempo foi a escolha da faculdade. Mas o processo de candidatura não foi complicado.
Sentiste falta de um acompanhamento e apoio para lidar com toda a informação que recebeste?
Acho que as escolas secundárias deviam ter mais ligação com as faculdades e proporcionar um maior contacto entre estas duas realidades. No meu caso, senti alguma falta de informação e de acompanhamento.
Que dificuldades concretas tiveste ao longo do processo de candidatura?
A maior dificuldade foi a falta de informação por parte da escola de onde vinha. O que me levou a ser eu própria a pesquisar sobre assuntos como exames de primeira e segunda fase, médias de candidatura, condições de acesso ao ensino superior...
Achas importante a realização de um Dia de Apoio ao ingresso no Ensino Superior? Porquê?
Acho uma mais valia para os estudantes de secundário, pois poderão ter um contacto mais directo com o ensino superior e, para além disso, vão ter a oportunidade de esclarecer todas as dúvidas.
Sentiste-te desorientada no processo de ingresso no Ensino Superior?
Como à partida já sabia o curso que queria, o que levou mais tempo foi a escolha da faculdade. Mas o processo de candidatura não foi complicado.
Sentiste falta de um acompanhamento e apoio para lidar com toda a informação que recebeste?
Acho que as escolas secundárias deviam ter mais ligação com as faculdades e proporcionar um maior contacto entre estas duas realidades. No meu caso, senti alguma falta de informação e de acompanhamento.

Que dificuldades concretas tiveste ao longo do processo de candidatura?
A maior dificuldade foi a falta de informação por parte da escola de onde vinha. O que me levou a ser eu própria a pesquisar sobre assuntos como exames de primeira e segunda fase, médias de candidatura, condições de acesso ao ensino superior...
Achas importante a realização de um Dia de Apoio ao ingresso no Ensino Superior? Porquê?
Acho uma mais valia para os estudantes de secundário, pois poderão ter um contacto mais directo com o ensino superior e, para além disso, vão ter a oportunidade de esclarecer todas as dúvidas.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Entrevistas aos universitários 1
Sai então a primeira entrevista a um estudante universitário. É a Filipa Cunha, estudante do 2º ano de Psicologia no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, aka ISCTE. Agraciou-nos com duas fotografias suas em pleno exercício académico.
Sentiste-te desorientada no processo de ingresso no Ensino Superior?
Andei imenso tempo à procura de universidades que se "encaixassem" com a minha média e com as provas de ingresso que tinha. A média não foi problema mas
relativamente às provas de ingresso foi mais complicado porque cada faculdade tem os seus requisitos. Como não conseguia ter nenhum dos pares de exames da faculdade que eu queria em Lisboa, só me restava ir para mais longe de casa. Mas depois de mais algum tempo à procura descobri, no dia antes de me candidatar, que o ISCTE tinha todas as condições que eu queria! Até tomar uma decisão estava com alguma pressão porque queria fazer a melhor escolha possível e temos sempre o medo de errar, de não gostar da nossa opção...
De qualquer modo, ficar desorientado no processo depende um bocado de nós. É preciso estar atento às informações, às datas, ter paciência para esperar... mas a maior parte não se livra de uma certa pressão, tal como eu!
Sentiste falta de um acompanhamento e apoio para lidar com toda a informação que recebeste?
Não me queixo com as informações que disponibilizam aos candidatos. Há imensa informação, basta saber procurá-la e usá-la da melhor maneira.
O apoio dos colegas que estão na mesma situação que nós é muito importante: sentimos que não estamos sozinhos nas mesmas dúvidas, há sempre alguém para perguntar, para ir connosco a algum lado... Sempre procurei opiniões sobre pessoas que estavam na área para onde eu queria ir. Não basta sabermos que queremos um certo curso e profissão. Às vezes, a realidade não corresponde e ficamos desiludidos. É sempre importante procurar ajuda quando temos pouca informação e quando nos sentimos perdidos.
Que dificuldades concretas tiveste ao longo do processo de candidatura?
Não posso dizer que foi uma dificuldade terrível mas durante o processo de candidatura estamos muito sensíveis para ouvir e quase toda a opinião é bem-vinda. Nesta fase prestamos muita atenção às notícias dos estudantes, às medidas tomadas no ensino superior e principalmente às taxas de desemprego. Também haverá muita gente a perguntar "Então, para que curso vais?" e depois da nossa resposta muitasg vezes ouvimos: "Ouvi dizer que essa área não tem muita saída". Na verdade, isto é comum e ouviremos demasiadas opiniões diferentes.
Às vezes este tipo de opiniões afecta-nos no meio da pressão. Não vamos desprezar todas as opiniões mas não devemos deixar que meras opiniões estraguem o nosso sonho. Haverá sempre uma verdade: se nos esforçarmos, os objectivos vão ser alcançados.
Achas importante a realização de um Dia de Apoio ao ingresso no Ensino Superior? Porquê?
Um Dia de Apoio é mesmo um Dia de Apoio! O importante deste tipo de iniciativas é que podemos tirar todas as dúvidas que temos com pessoal que está mesmo ali para isso. Mostrar garantia de segurança, de uma saída para o futuro e saber que não estamos sozinhos é o principal.
Sentiste-te desorientada no processo de ingresso no Ensino Superior?
Andei imenso tempo à procura de universidades que se "encaixassem" com a minha média e com as provas de ingresso que tinha. A média não foi problema mas
relativamente às provas de ingresso foi mais complicado porque cada faculdade tem os seus requisitos. Como não conseguia ter nenhum dos pares de exames da faculdade que eu queria em Lisboa, só me restava ir para mais longe de casa. Mas depois de mais algum tempo à procura descobri, no dia antes de me candidatar, que o ISCTE tinha todas as condições que eu queria! Até tomar uma decisão estava com alguma pressão porque queria fazer a melhor escolha possível e temos sempre o medo de errar, de não gostar da nossa opção...De qualquer modo, ficar desorientado no processo depende um bocado de nós. É preciso estar atento às informações, às datas, ter paciência para esperar... mas a maior parte não se livra de uma certa pressão, tal como eu!
Sentiste falta de um acompanhamento e apoio para lidar com toda a informação que recebeste?
Não me queixo com as informações que disponibilizam aos candidatos. Há imensa informação, basta saber procurá-la e usá-la da melhor maneira.

O apoio dos colegas que estão na mesma situação que nós é muito importante: sentimos que não estamos sozinhos nas mesmas dúvidas, há sempre alguém para perguntar, para ir connosco a algum lado... Sempre procurei opiniões sobre pessoas que estavam na área para onde eu queria ir. Não basta sabermos que queremos um certo curso e profissão. Às vezes, a realidade não corresponde e ficamos desiludidos. É sempre importante procurar ajuda quando temos pouca informação e quando nos sentimos perdidos.
Que dificuldades concretas tiveste ao longo do processo de candidatura?
Não posso dizer que foi uma dificuldade terrível mas durante o processo de candidatura estamos muito sensíveis para ouvir e quase toda a opinião é bem-vinda. Nesta fase prestamos muita atenção às notícias dos estudantes, às medidas tomadas no ensino superior e principalmente às taxas de desemprego. Também haverá muita gente a perguntar "Então, para que curso vais?" e depois da nossa resposta muitasg vezes ouvimos: "Ouvi dizer que essa área não tem muita saída". Na verdade, isto é comum e ouviremos demasiadas opiniões diferentes.
Às vezes este tipo de opiniões afecta-nos no meio da pressão. Não vamos desprezar todas as opiniões mas não devemos deixar que meras opiniões estraguem o nosso sonho. Haverá sempre uma verdade: se nos esforçarmos, os objectivos vão ser alcançados.
Achas importante a realização de um Dia de Apoio ao ingresso no Ensino Superior? Porquê?
Um Dia de Apoio é mesmo um Dia de Apoio! O importante deste tipo de iniciativas é que podemos tirar todas as dúvidas que temos com pessoal que está mesmo ali para isso. Mostrar garantia de segurança, de uma saída para o futuro e saber que não estamos sozinhos é o principal.
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Vamos publicar neste blog algumas entrevistas que fizémos a estudantes recém chegados ao ensino superior. São estudantes de primeiro ou segundo ano, que trazem memórias frescas do processo em que transitaram de alunos do ensino secundário para alunos do ensino superior. Para os objectivos deste blog, eles são a voz da experiência que mais interessa, e esperamos que eles sejam úteis aos seus leitores.
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